Fonte:Conteúdo Comunicação
Notícia publicada em: 03/02/2010
Jornalista:Cláudio Sá e Fábio Pimentel

Mercado de medicamentos genéricos cresce 19,4% em 2009 puxado por forte alta nas vendas no terceiro e no quarto trimestres. Indústrias do setor movimentaram R$ 4,5 bilhões no período

O mercado de medicamentos genéricos registrou crescimento de 19,4% em 2009. As empresas do setor comercializaram 330,9 milhões de unidades frente as 277,1 milhões comercializadas no ano anterior. As vendas do produto movimentaram R$ 4,5 bilhões no período, o que representa alta de 24% em relação a 2008, quando as vendas somaram R$ 3,6 bilhões.

 

Esses números mostram que o mercado de genéricos cresceu 2,3 vezes acima da média do mercado farmacêutico total em unidades em 2009. No ano passado, o conjunto da indústria farmacêutica brasileira comercializou 1,769 bilhão de unidades de medicamentos no período contra 1,634 bilhão em 2008, o que representa alta de 8,2%.

 

Nos terceiro e quarto trimestres, período em que se iniciaram os efeitos da retomada da economia frente à crise mundial que se iniciou no segundo semestre de 2008, as vendas de genéricos registraram forte alta, ficando acima da média anual. No terceiro trimestre, as vendas em unidades registram crescimento de 21,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. No quarto trimestre, as vendas de genéricos cresceram 24,1% frente ao quarto trimestre de 2008.

 

Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos ( Pró Genéricos), Odnir Finotti, a retomada da economia fez com que muitos consumidores que estavam com o orçamento apertado, por conta do desemprego e acúmulo de dívidas, voltasse a comprar seus medicamentos regularmente. Nesse cenário, os genéricos exercem um papel importante, pois representam economia em relação aos medicamentos de referência. “O consumidor, que hoje confia mais nos genéricos, cada vez mais vem enxergando nossos produtos como aliados no equilíbrio do orçamento doméstico”, explica.

 

Na análise de participação de mercado, os genéricos fecharam 2009 com 19,4% de market share (em unidades), percentual 11% maior que o registrado em 2008, quando detinham 17% de participação. Pelo critério valor, os genéricos encerraram 2009 com 15,1% de market share (em dólares), percentual 9,4 % maior que os 13,8% registrados em 2008.

 

Todas as informações de mercado são do IMS Health, instituto que audita o desempenho da indústria farmacêutica no Brasil e no mundo.

 

A Pró Genéricos mantém projeções de crescimento expressivas para 2010 em virtude da entrada de novos genéricos no mercado brasileiro, em razão do vencimento de patentes importantes, entre elas o Líptor (medicamento para o controle do colesterol, da Pfizer) e o Diovan (destinado ao controle da pressão arterial). A entidade espera crescer entre 15 e 20%, o que coloca o mercado de genéricos brasileiro ao posto de um dos que mais vão crescer ao longo do ano em todo o mundo. “Vamos superar os 22% de market share”, diz Odnir Finotti. O vencimento de patentes pode injetar ao mercado mais de R$ 800 milhões a partir deste ano.

Estudo da Pró Genéricos indica que, desde que chegou ao mercado brasileiro, em meados do ano 2000, a categoria de medicamentos já proporcionou economia de R$ 13,7 bilhões aos consumidores brasileiros. “Se considerarmos que os genéricos têm participação de mercado relevante nas categorias de produtos destinadas ao tratamento de doenças crônicas, podemos dimensionar o quanto essa economia é importante para quem todo mês precisa destinar parte substancial de sua renda à compra de medicamentos”, conclui Finotti.

Sobre os genéricos

Os genéricos são cópias de medicamentos inovadores cujas patentes já expiraram. No Brasil, a regulamentação deste tipo de medicamento se deu em 1999, com a promulgação da Lei nº 9.787.

A produção dos genéricos, que custam em média 45% menos que os medicamentos de referência, obedece a rigorosos padrões de controle de qualidade. Conforme determina a legislação, só podem chegar ao consumidor depois de passarem por testes de equivalência farmacêutica e bioequivalência, estes últimos realizados em seres humanos.

Graças a estes testes, os medicamentos genéricos brasileiros são intercambiáveis. Ou seja, podem substituir os medicamentos inovadores eventualmente indicados nas prescrições médicas. Segundo determina a legislação, a troca pode ser recomendada pelo farmacêutico, nos pontos de venda, com absoluta segurança para o consumidor.

 

Os critérios técnicos exigidos para o registro dos genéricos no Brasil são semelhantes aos adotados por órgãos reguladores de países como Canadá (Health Canadá), Estados Unidos (FDA), além da União Européia (EMEA), entre outros centros de referência de saúde pública no mundo.

 

Sobre a Pró Genéricos

Fundada em janeiro de 2001, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) é uma entidade que congrega os principais laboratórios que atuam na produção e comercialização medicamentos genéricos no país.

 

Sem fins lucrativos, a entidade tem como principal missão contribuir para a melhoria das condições de acesso a medicamentos no Brasil por meio da consolidação e ampliação do mercado de genéricos.

 

Juntas, as associadas da Pró Genéricos concentram mais de 90% das vendas do segmento de genéricos no país. Articulando-se com diversos setores da sociedade, instituições de ordem pública e privada, a Pró Genéricos canaliza as ações de suas associadas, dando densidade ao debate público em torno de questões relevantes para o setor da saúde e para o desenvolvimento da indústria farmacêutica no país. Visite o site: www.progenericos.org.br

 

Mais informações:

Conteúdo Comunicação

Cláudio Sá (claudio.sa@conteudonet.com) 55 11 9945 7005

Fábio Pimentel (fabio.pimentel@conteudonet.com) 55 11 7570 3032

Tel.:55 11 5056 9800
 


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