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Fonte:Indefinido
Notícia publicada em: 24/02/2010
Jornalista:Indefinido
Desconfiança ainda limita genéricos
A indústria nacional de medicamentos genéricos no país se consolidou em pouco mais de uma década, mas ainda enfrenta dificuldades para crescer. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, o segmento só não avança mais devido ao “preconceito ainda difundido na população pelos médicos”. “Não há razão técnica para se optar por um medicamento de marca. É um mito dizer que o genérico tem qualidade inferior, pois a fiscalização funciona. O que existe é o lobby de fabricantes sobre os prescritores”, acrescenta. Ele afirma que a indústria mundial de medicamentos atravessa um período de “crise criativa”, com menos lançamentos de alcances bilionários, e crescente interesse nos genéricos. Prova disso, segundo ele, foi a compra ano passado da Medley, terceira maior fabricante nacional do segmento, pela gigante farmacêutica francesa Sanofi Aventis, em um negociação de R$ 1,5 bilhão.
Na segunda-feira, parlamentares exaltaram no Congresso Nacional os onze anos da Política de Medicamentos Genéricos no Brasil. A introdução da categoria de remédios no mercado ampliou o acesso aos medicamentos e gerou até agora, segundo cálculos do setor, uma economia de R$ 13,7 bilhões aos brasileiros, considerando que seus exemplares apresentam, em média, metade do preço dos chamados “demarca”. “A legislação beneficiou toda a sociedade, tornando os medicamentos mais acessíveis”, declarou Leonardo Vilela (PSDB-GO), ressaltando que os produtos têm igual garantia terapêutica. Em 2000, foram registrados os primeiros produtos genéricos no país. Ao longo dos anos, o mercado e a produção cresceram. Apenas em 2009, essa expansão foi 2,3 vezes acima da média do mercado farmacêutico geral.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), o segmento espera resultado ainda melhor este ano, com a previsão da perda de patente de pelo menos 25 remédios, entre os quais o Diovan (controle de hipertensão) e o Viagra (disfunção erétil). A associação calcula que, em 2010, a participação no mercado dos medicamentos genéricos deve passar de 19,4% (unidades) para 22%.
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